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Primeiras Impressões

Nova Yamaha Fazer 250 2018.

Primeiras Impressões - Nova Yamaha Fazer 250 2018.
Nova geração da street chega com design inspirado na linha MT, novo chassi e freios ABS de série
A Yamaha do Brasil chega ao fim de 2017 com motivos para sorrir. Enquanto o mercado de motos amarga queda de 8,3%, a marca dos diapasões comemora crescimento de 4,9% nas vendas no varejo. E, para fechar o ano com chave de ouro, a Yamaha vai apresentar no Salão Duas Rodas, a partir desta terça feira (14), a 4ª geração da Fazer 250. Lançada em 2005, a street é reconhecida pela sua confiabilidade e durabilidade, tendo mais de 300 mil unidades produzidas no Brasil. Agora chega com novo design, novo chassi e 4 anos de garantia, além de outros aprimoramentos.  O que é?Desenvolvida em conjunto por Japão, Índia e Brasil, a nova Fazer 250 traz design que nada tem a ver com o anterior. Está mais para a linha MT, com novas rodas, carenagens, nova mesa superior, tanque de combustível, guidão, painel, conjunto óptico com faróis em LED, bancos em dois níveis, escapamento, rabeta (com novas alças para o garupa) e lanternas. Em resumo, é uma moto totalmente nova. Chassi e balança foram reprojetados. O chassi agora é do tipo diamante, com o motor fazendo parte da estrutura, com redução de 2 graus no cáster (26,5° para 24,5°) e de 6,5 mm na medida trail (104,5 para 98 mm). A balança, do tipo monocross, foi alongada e perdeu o "link", mas em compensação ganhou mola progressiva e novo amortecedor, com sete posições de regulagem (eram cinco no anterior), mantendo o curso de 120 mm. A distância entre eixos não foi alterada, permanecendo com 1360 mm. O que mudou foi o posicionamento da balança no chassi. Segundo a engenharia, com a nova configuração, o tempo de resposta é menor e a balança "conversa" melhor com a dianteira, cuja suspensão ficou mais robusta, com os garfos telescópicos aumentados em diâmetro (de 38 para 41 mm) e no curso (de 120 para 130 mm). Neste novo conjunto, a altura do solo foi reduzida em 30 mm (de 190 para 160 mm) e a do assento em 15 mm (de 805 para 790 mm). Melhor para baixinhos(as). As novas rodas de liga leve com 10 raios aumentaram em largura, passando de 2,15" para 2,5" na dianteira, e de 3,0" para 4" na traseira, sendo que as medidas dos pneus, marca Pirelli Sport Demon, permaneceram 100/80-17 na dianteira, e passaram para 140/80-17. A Fazer anterior usava 130/80-17 na traseira. O tanque de combustível agora é envolvido por "carenagens", o que facilita e deve baratear sua reposição em caso de queda. Sua geometria foi modificada visando melhor encaixe das pernas do piloto e possibilitando maior raio de giro da direção. A capacidade foi reduzida em 4,5 L, passando de 18,5 para 14 L, o que representa 3,5 kg a menos no peso em ordem de marcha da moto. Mas também vai reduzir a autonomia. O posicionamento do piloto foi readequado com um novo guidão, mais alto e largo, além de levemente recuado. O mesmo vale para as pedaleiras que, em conjunto com o novo banco em forma de sela e o novo tanque, oferecem bom apoio e liberdade de movimentação na condução. O painel, inteiramente digital e com iluminação em LED, agora fornece as informações de consumo médio e instantâneo de combustível, além de velocímetro, conta-giros, e hodômetro total e parciais (Trip A e B). Indicador de marchas seria bem-vindo. No conjunto motor, câmbio e escapamento, somente o último é novo. Foi redimensionado, otimizando a saída de gases e contribuindo para: a) centralização de massas; b) visual da moto; c) "ronco" mais agradável. O motor permanece o mesmo. É um monocilíndrico com arrefecimento misto (ar e óleo), de  249,5 cm³, com 2 válvulas acionadas por comando simples no cabeçote (SOHC). Teve como modificações a caixa do filtro de ar, agora maior, e novo módulo de injeção remapeado (ECU). Em conjunto com o escapamento, essa mudança proporcionou aumento de 0,6 cv de potência, indo de 20,7 para 21,3 cv a 8.000 rpm (gasolina) e de 20,9 para 21,5 cv a 8.000 rpm (etanol). Já o torque foi mantido em 2,09 kgf.m a 6.500 rpm (gasolina) e 2,1 kgf.m a 6.500 rpm (etanol). O câmbio permanece o mesmo de 5 marchas sendo que, na transmissão final, a coroa passou de 45 para 46 dentes visando uma aceleração mais linear. Com o hodômetro parcial e o consumo médio zerados, iniciamos o percurso passando pela cidade em direção à estrada que nos levaria a São Bento do Sapucaí. A posição de pilotagem para meus 1,69 m de altura está perfeita: coluna levemente à frente, braços dobrados, pernas abraçadas no tanque, escorrego com facilidade para os lados, muito bom. O painel é de fácil visualização, os comandos são suaves e a embreagem é macia. Como sempre, procuro lombadas e buracos para avaliar a suspensão. Estamos na cidade, então não posso passar dos 50 km/h, mas vou jogando marchas mais longas, freando em cima ou passando nos obstáculos sem frear. E a Fazer vai correspondendo às expectativas. Já na estrada, em descida, forço nas curvas e nas frenagens. Tudo certo. Ao chegar nos trechos retos, troco as marchas em torno das 6.000 rpm, próximo ao regime máximo de torque, e praticamente tenho aceleração linear. Na primeira parada para fotos, o painel indicava 49 km rodados e consumo médio de 45 km/l - lembrando que tivemos um trecho de descida e a estrada estava livre. Vamos em frente. Nessa toada chegamos a São Bento do Sapucaí e iniciamos uma subida, leve no princípio, que nos levaria a Pedra do Baú e de lá para Campos do Jordão, numa estrada estreita e sinuosa. Andando entre 3.000 e 5.000 rpm, numa velocidade entre 50 e 70 km/h, utilizo a 4ª e 5ª marchas, com boa retomada em 4ª desde os 40 km/h. Nos trechos em subida, quase sempre em 3ª marcha (peso 65 Kg), o motor mostrava "fôlego", e a facilidade de condução para contornar as curvas complementava o passeio. Agilidade e estabilidade são pontos fortes da nova Fazer. Em estradas abertas, talvez uma sexta marcha faça falta (vantagem para a rival Honda Twister). Nas descidas, sempre que coloquei em 2ª marcha considerei exagerado, pois uma 3ª ou até 4ª marcha com alguma frenagem era suficiente. Nessa altura comecei a achar o novo banco duro, o único senão da moto. Uma nova parada para fotos e um último trecho plano, mas cheio de curvas, que foi novamente muito bem correspondido pela Fazer. E o consumo? Agora com 107 km rodados incluindo subidas e sendo mais exigida, ficou em ótimos 38,5 km/l.
Quanto custa?Se a antiga já era querida pelos seus proprietários, a nova Fazer deverá fazer um bom "barulho" nessa faixa do mercado. A Yamaha diz ter ouvido a opinião dos atuais donos para projetar a nova moto, ou seja, a intenção é manter os antigos fãs e quem sabe roubar um pouco dos compradores de Twister e outras similares. 
Disponível nas cores Azul metálico, Preta sólido, Branca metálica e Vermelha fosco metálica, numa única versão com ABS, a nova Fazer tem o preço sugerido de R$ 14.990, ou seja, R$ 1.000 a mais que a anterior (sem ABS) e um pouco abaixo da principal rival Honda Twister, que na versão com ABS custa R$ 15.604. Como diferencial de pós-venda, a Yamaha passará oferecer 4 anos de garantia e as revisões terão o mesmo preço fixo da moto atual. Para completar, os novos proprietários terão um aprendizado prático da correta utilização dos freios ABS no ato da entrega. Fonte: Carplace NOV 12, 2017. Por Eduardo Silveira.



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