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Ford Ranger passa por segunda

reestilização e recebe novos ajustes na suspensão.

Teste: Ford Ranger passa por segunda reestilização e recebe novos ajustes na suspensão.
Picape está mais amigável no asfalto e conta com recursos tecnológicos inéditos na categoria, como frenagem automática com detecção de pedestres.
Uma das principais queixas dos proprietários em relação à Ford Ranger era sua vocação para cabrito, ou seja, o comportamento da suspensão no asfalto fazia com que a picape "pulasse"muito ao passar por lombadas e buracos.
Para resolver isso, a versão 2020, que chega às concessionárias no início de agosto, agora conta com um novo acerto da suspensão.
Como uma nova geração ainda está distante, o estilo mudou um pouquinho para segurar a barra. É o facelift do facelift: mudaram grade, para-choque e os faróis com luzes de rodagem diurna.
O resultado do tapa mecânico é notável. A rodagem ficou bem mais macia. Obviamente, não dá para comparar com um SUV a diesel de luxo - esse nem é o intuito, aliás. Até porque o eixo rígido atrás permanece, assim como a capacidade para levar muita carga.
Atender aos dois mundos, do passeio e da labuta, não é fácil. Diferentes ajustes foram criados em virtude da distinção de peso entre as versões da picape, que fica em torno de 350 kg entre a Ranger de entrada e a topo de linha, Limited.
As mudanças abrangem o redesenho da barra estabilizadora e ajustes dos elementos de coxinização (novas molas e amortecedores), além de reforços na longarina do chassi.
A versão testada, Limited, é equipada com motor 3.2 diesel, que entrega 200 cv a 3.000 rpm e 47,9 kgfm entre 1.750 e 2.500 giros. O cinco-cilindros é capaz de fazê-la chegar aos 100 km/h em 11 segundos.
Lembre-se de que a picape pesa robustos 2.261 kg, o que atrapalha um pouco o desempenho - mais lento que o da S10 - assim como o consumo: 7,8 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada.
O câmbio automático de seis marchas é esperto durante a condução, mas é um pouco lento nas arrancadas. Nessas horas, a picape demora alguns segundos a mais que o necessário para "acordar". Uma vez desperta, demostra agilidade no trânsito. O torque em baixas rotações também ajuda na disposição.
Além da opção Limited, a Ranger é oferecida em três versões XLS com motor 2.2 diesel de 160 cv (com tração 4x2, 4x4 e câmbios manual ou automático) e XLT com as mesmas configurações da Limited, mas com lista de equipamentos menos recheada. Os preços não mudam em relação ao modelo 2019; partem de R$ 128.250 e chegam a R$ 188.990.
Já a motorização 2.5 flex de até 173 cv não será mais oferecida. A Ford diz que a opção representava 5% das vendas, mesmo nas regiões de plantio de cana-de-açúcar. No segmento, as picapes bicombustíveis equivalem a 8%. Ou seja, outras flex ainda podem sair de linha.
Apesar de as novidades na suspensão terem sido dignas de elogio no asfalto, o conforto na terra ficou levemente abalado. A rigidez que funciona no asfalto e impede que a carroceria quique deixou a dirigibilidade mais áspera no fora de estrada. Mas isso em trechos mais difíceis, nada que chegue a incomodar um picapeiro raiz.
A Volkswagen Amarok, com seu motor V6 de 225 cv, câmbio de oito marchas e tração integral permanente, já agrada até mesmo os picapeiros nutella. A rusticidade do modelo, por outro lado, tem seu valor.
Entre as principais concorrentes, a Ranger tem a maior capacidade de imersão, com 800 mm, além de contar com equipamentos inéditos na categoria e dignos de carros de luxo, como o assistente autônomo de frenagem com detecção de pedestres, que freia a picape com velocidades até 60 km/h.
A tecnologia também vem chegando às fazendas, com drones utilizados para delimitação de terras ou máquinas agrícolas automatizadas. Nada mais justo que as picapes sigam o mesmo caminho.
Outras exclusividades são controle de cruzeiro adaptativo (capaz de seguir o trânsito) com alerta de colisão e sistema de permanência em faixa.
Tem também direção elétrica, que só a S10 oferece, e partida por botão e controle de oscilação de reboque, presentes somente na Toyota Hilux.
A Ford afirma que mais de 600 peças foram redesenhadas na nova Ranger, mas algumas você só vai notar se reparar bem. Isso porque toda a parte de estamparia foi mantida.
Entre as mudanças no design estão a nova grade, que passa a ter filete duplo no centro e não invade mais o para-choque - também trocado por uma peça mais retilínea, com novas molduras para os faróis de neblina e para-barro. A placa foi levemente deslocada para cima.O conjunto óptico agora tem xenon e LED nas luzes diurnas.
Novidades menores englobam as rodas de 18 polegadas com design diferenciado, estribos laterais mais reforçados e uma nova opção de cor para a carroceria: azul belize, a mesma usada nas recém-lançadas edições comemorativas de 100 anos da Ford no Brasil dos modelos Ka e EcoSport.
As versões com motor 3.2 trazem diversos elementos cromados, como grade dianteira, capa dos retrovisores, maçanetas, para-choque traseiro e bagageiro de teto, atendendo ao gosto dos consumidores brasileiros chegados em um brilho.
Já as opções 2.2 são mais discretas, com peças em um tom cinza escuro. Por dentro, as únicas alterações foram a nova alavanca de câmbio e a cor do acabamento, que passou de cinza para preto.
Segundo a Ford, a cabine não ficava devendo em relação às rivais e sempre foi muito elogiada pelo acabamento, pelo painel de instrumentos com tela de LCD configurável e pelo competente e intuitivo  sistema de multimídia Sync3, com tela de oito polegadas sensível ao toque, navegação, comandos por voz e compatibilidade com as plataformas Android Auto e Apple CarPlay.
Com esses atributos, a intenção é dar um fôlego renovado à Ranger, uma vez que atualmente amarga a quarta posição no ranking de vendas neste ano, atrás de Hilux, S10 e até mesmo da Amarok, na frente por poucas unidades.
TESTE: 
Aceleração: 0 - 100 km/h: 11 s0 - 400 m: 17,7 s0 - 1.000 m: 32,6 sVel. a 1.000 m: 159,7 km/hVel. real a 100 km/h: 97,6 km/h
Retomada: 40-80 km/h (Drive): 5,4 s60-100 km/h (D): 6,5 s80-120 km/h (D): 9,1 s
Frenagem: 100 - 0 km/h: 39,1 m80 - 0 km/h: 27,4 m60 - 0 km/h: 15,2 m
Consumo: Urbano: 7,8 km/lRodoviário: 10,9 km/lMédia mista: 9,3 km/lAutonomia na estrada: 872 km
FICHA TÉCNICA
Motor: Dianteiro, longitudinal, 5 cilindros em linha, 3.2, 20V, comando duplo, turbo, injeção direta de diesel
Potência: 200  cv a 3.000 rpm
Torque: 47,9 kgfm a 1.750 rpm
Câmbio: Automático de 6 marchas; tração 4x4 com reduzida
Direção: Elétrica
Suspensão: Independente com barra estabilizadora (dianteira) e eixo rígido (traseira)
Freios: Discos ventilados (dianteira) e tambores (traseira)
Pneus e rodas: 265/60 R18 
Dimensões: Comprimento: 5,35 metrosLargura: 1,86 metrosAltura: 1,85 metrosEntre-eixos: 3,22 metros
Tanque de combustível: 80 litros
Caçamba: 1.180 litros (Fabricante)
Peso: 2.261 kg
Central multimídia: 8 pol., sensível ao toque
Garantia: 5 anos
Cesta de peças:R$ 10.702
Seguro: R$ 4.744
Revisões: 10 mil km: R$ 55920 mil km: R$ 89930 mil km: R$ 1.183
Retrovisor direito, farol direito, parachoque dianteiro, lanterna traseira direita, filtro de ar (elemento), filtro de ar do motor, jogo de quatro amortecedores, pastilhas de freio dianteiras, filtro de óleo do motor e filtro de combustível.
Fonte: Autoesporte.Por: Thais Villaça.Data: 25/06/2019 11h25.









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